O exercício da relação com o outro
conduz à um processo semelhante ao ato de deparar-se com um espelho. Não como uma relação narcisista da forma, mas de modo a relacionar-se com a propriedade reflexiva.
Nos defronta não somente com os aspectos que distinguem-nos, induzindo ao julgamento, mas aponta simultaneamente para as interseções que conectam e acolhem todos os seres viventes como parte de uma mesma estrutura.
Refletir é um dos aspectos essenciais da propriedade de ação e reação, onde cada ato produz uma conseqüência subseqüente, ou mesmo seu próprio fundamento ou princípio.
Imensamente rico, o encontro de duas pessoas reflexivas, ocasionando fenômeno idêntico à experiência de posicionar um espelho defronte à outro.
Reconhecimento recíproco.
Infinito.
7.7.08
6.7.08
rugas
O rosto assume o formato dos pensamentos.
De forma que os pensamentos
que transcorrem nossa mente
causam expressões.
Expressões repetidas moldam a face.
Sem se dar conta da repetição,
as pessoas mantém idéias de si e do mundo
Você é o que você pensa.
Caso contrário, se torna.
De forma que os pensamentos
que transcorrem nossa mente
causam expressões.
Expressões repetidas moldam a face.
Sem se dar conta da repetição,
as pessoas mantém idéias de si e do mundo
Você é o que você pensa.
Caso contrário, se torna.
Inverso
Tenho estado dormindo
Sob camadas sobrepostas
De roupas que não me vestem
Coisas que já não me servem
Idéias não cabem mais
Despindo uma por uma
Processo interminável
Desconstrução diária
E muitas vidas para trás
Alonga porque se perde
Desde muito cedo
Que não pude olhar no espelho
E dizer sincera
Do medo que tenho
E quanto tempo faz.
Que não olho para o mar
Com olhos de criança...
Hoje olhei o passado
Que atrativo haveria
Em solo infértil?
E que sentido seria
Do futuro
Sem o passado?
Inverso.
Ambos não existem mais
Um já foi o outro já vai.
Sob camadas sobrepostas
De roupas que não me vestem
Coisas que já não me servem
Idéias não cabem mais
Despindo uma por uma
Processo interminável
Desconstrução diária
E muitas vidas para trás
Alonga porque se perde
Desde muito cedo
Que não pude olhar no espelho
E dizer sincera
Do medo que tenho
E quanto tempo faz.
Que não olho para o mar
Com olhos de criança...
Hoje olhei o passado
Que atrativo haveria
Em solo infértil?
E que sentido seria
Do futuro
Sem o passado?
Inverso.
Ambos não existem mais
Um já foi o outro já vai.
5.7.08
semente
Que lhe posso oferecer?
Além de sonhos em flor
Do agora, uma semente
Um sentido de luz pelo qual se guiar
Que o sentido das coisas que são
Não se tornem rumo das que não
Uma porta e só
Cada degrau
Por mim antes
Além de ti
O outro só
É espelho
Mas virou rio
Além de sonhos em flor
Do agora, uma semente
Um sentido de luz pelo qual se guiar
Que o sentido das coisas que são
Não se tornem rumo das que não
Uma porta e só
Cada degrau
Por mim antes
Além de ti
O outro só
É espelho
Mas virou rio
3.7.08
Lê-me
Que leia o que escrevo
Na vida e pro mundo
Com as mãos e o punho
No pulso esquerdo
Com o corpo inteiro
Com os olhos da alma
No escuro, em movimento
Por fora e por dentro
O que manifesta
e o que cala
Na vida e pro mundo
Com as mãos e o punho
No pulso esquerdo
Com o corpo inteiro
Com os olhos da alma
No escuro, em movimento
Por fora e por dentro
O que manifesta
e o que cala
2.7.08
presente
Nesses momentos tenho vontade de percorrer o mundo todo
numa batida de coração pulsando, pulando pra fora do peito.
Querendo tudo num só fôlego, afobação de criança que não sabe esperar,porque não sabe o que tanto se espera.
Acho que é confiança. E vontade de saltar.
Acho que é impulso, como um vento forte que passa.
Acho que é o presente como um presente deixado na porta.
numa batida de coração pulsando, pulando pra fora do peito.
Querendo tudo num só fôlego, afobação de criança que não sabe esperar,porque não sabe o que tanto se espera.
Acho que é confiança. E vontade de saltar.
Acho que é impulso, como um vento forte que passa.
Acho que é o presente como um presente deixado na porta.
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